Vejamos aqui os principais tipos de cirurgias estéticas de mama, suas indicações e os cuidados no pós-operatório.
Lembre-se de que cada caso deve ser avaliado por um cirurgião plástico qualificado.
Primeiramente as cirurgias estéticas de mama são procedimentos amplamente realizados para melhorar o formato, o tamanho e a posição das mamas.
Portanto, as técnicas mais comuns são: mamoplastia de aumento, mamoplastia de redução e mastopexia (lifting) com ou sem implante.
Sendo assim, a escolha do procedimento depende de fatores como anatomia, objetivo estético, qualidade da pele, saúde geral e expectativas do paciente.
Principais tipos de cirurgias estéticas de mama
1.Mamoplastia de Aumento (implantes)
É o aumento do volume da mama por meio de implantes (silicone ou solução salina) colocados abaixo do tecido mamário ou abaixo do músculo peitoral.
Indicações:
– mama pequena ou assimétrica
– desejo de maior volume/perfil
– reconstrução de mama após cirurgia oncológica (quando estético)
– insuficiência de volume após lactação (em alguns casos)
Aspectos comuns:
– escolha entre implantes de silicone de preenchimento contínuo ou preenchimento salino
– via incisão (em geral: inframamária, periareolar ou transaxilar)
– localização do implante: retropeitoral (submuscular) ou subfascial/retromuscular (varia pela indicação)
Cuidados pré-operatórios: avaliação médica, exames, suspensão de certos medicamentos, abandono de fumo, escolha de tamanho e formato do implante.
2. Mamoplastia de Redução (redução de mama)
No entanto é a remoção de tecido mamário, gordura e pele para diminuir o tamanho da mama e, muitas vezes, reposicionar o complexo areolo-papilar.
Indicações:
– mamas muito grandes com dor nas costas/ombros, má postura, irritação cutânea
– assimetria significativa ou ptose
– preferências estéticas para proporção corporal.
Aspectos comuns:
– incisão em diferentes padrões (anuloareolar, vertical/periareolar, ou em ângulo com dobra inframamária)
– remodelação de pele e reposicionamento do mamilo
Cuidados pré-operatórios: avaliação de comorbidades, controle de peso, jejum adequado, antibiótico profilático conforme orientação médica.
3.Mastopexia (lifting de mama)
Pois é o reposicionamento da mama e do complex areolo-papilar para cima, com correção de ptose. Pode ou não incluir aumento com implante.
Indicações:
– ptose mamária (queda da mama) sem necessidade de aumento de volume
– mama com pele frouxa ou caimento
– ptose associada a redução de tamanho/volume com implante
Técnicas comuns:
– lifting com incisão periareolar, vertical (lollipop) ou em inframamária
– pode incluir colocação de implante para melhorar o volume
Cuidados pré-operatórios: avaliação de elasticidade da pele, histórico médico, eliminação de hábitos que atrapalhem a cicatrização.
4.Mastopexia com implante (lifting com aumento)
Entretanto a associação de lifting com colocação de implante para melhorar tanto a posição quanto o volume.
Indicações:
– ptose associada à necessidade de aumento de volume
– resistência de pele ou desejo de maior sustentação
Cuidados: semelhantes aos das mastopexias e mamoplastias de aumento.
5.Lipofilling de mama (enxerto de gordura)
Dessa forma a gordura retirada de outra área do corpo (lipoenxertia) é injetada na mama para aumentar volume ou melhorar contorno.
Indicações:
– aumento moderado de volume
– correção de assimetrias pequenas
Limitações: resultados podem exigir séries de sessões; reabsorção de parte da gordura é esperada.
Indicações gerais para definição do tipo de cirurgia
– Tamanho atual da mama e proporção com o corpo
– Objetivos estéticos (volume, formato, projeção, simetria)
– Elasticidade e qualidade da pele
– Idade, saúde geral e hábitos de vida (fumo, diabetes, hipertensão)
– História de gravidez/lactação e desejos de futuras gestações
– Preferência por tipo de cicatriz e tempo de recuperação
Cuidados no pós-operatório
Geralmente repouso relativo nos primeiros dias; evitar esforços excessivos, movimentos amplos de tronco e pressão nos seios.
Em seguida seguir estritamente as orientações do cirurgião plástico sobre medicações, higiene da ferida e uso de curativos.
Também o uso de sutiã cirúrgico ou tipo de suporte conforme orientação médica.
Todavia manter alimentação equilibrada e boa hidratação; evitar álcool intenso enquanto houver prescrição de analgésicos/antibióticos.
Sendo assim, a dor, inchaço e hematomas são comuns. Dor moderada também, e os analgésicos prescritos devem ser usados conforme orientação.
Portanto o inchaço é esperado; compressas frias podem aliviar nos primeiros dias, conforme orientação.
Dessa forma, os hematomas podem ocorrer; procure o médico se houver dor aguda, aumento de inchaço ou febre
E, os drenos podem ser temporários e removidos em consulta de acompanhamento.
Contudo, a drenagem linfática, a aplicação do taping, realizados por um bom profissional será muito importante.
Higiene adequada da incisão; evitar sol direto nas cicatrizes nos primeiros meses.
As cicatrizes amadurecem ao longo de meses; proteção solar é importante para evitar hiperpigmentação
Atividades e retorno ao trabalho:
Retorno ao trabalho geralmente em 1 a 2 semanas, dependendo do tipo de cirurgia e do ritmo de recuperação.
Sendo assim, deve-se evitar atividades físicas intensas, mergulho, levantamentos de peso e movimentos que comprimam a região peitoral por pelo menos 4 a 6 semanas.
Também evitar pressão direta sobre as mamas enquanto as incisões cicatrizam.
Cuidados específicos por tipo (resumo)
Aumento com implantes: monitorar sensibilidade mamária, eventual assimetria, acompanhar a forma da projeção; evitar trauma direto à região.
Redução: monitorar cicatriz, prevenir infecção de área operada; cuidado com depressões ou alterações de sensibilidade.
Mastopexia: cuidado com a pele; possível mudança de sensibilidade; monitorar evolução da cicatriz.
Lipofilling: acompanhamento da evolução da retenção de gordura; formação de nódulos ou irregularidades podem exigir novas sessões
Alerta para complicações que requerem avaliação médica.
– Febre alta, rubor, secreção purulenta ou dor intensa
– Aumento súbito de dor, hematoma grande ou choque
– Drenagem persistentemente com odor ou febre
– Redução brusca de sensibilidade com dormência prolongada
– Alterações visíveis no implante, deslocamento ou assimetria acentuada
5) Considerações finais
Em suma a escolha do tipo de cirurgia depende de uma avaliação detalhada com o cirurgião plástico, que levará em conta suas características anatômicas, objetivos estéticos e a saúde geral.
Portanto a adesão às orientações pré e pós-operatórias é fundamental para reduzir riscos e favorecer uma recuperação tranquila
Enfim, discuta todas as opções de cicatriz, riscos, tempo de recuperação e expectativas realistas durante a consulta inicial.
